quinta-feira, 21 de abril de 2011

Freqüências, modos de transmissão e Atividades do radioamador

Os radioamadores usam uma variedade de frequências (em inglês) para as comunicações. Os não-radioamadores podem "ficar na escuta" por meio de seus próprios receptores ou rastreadores de rádio. Os radioamadores podem usar muitas faixas de freqüência ao longo do espectro de rádio. Eles operam logo acima da banda de radiodifusão AM até a região das microondas, na faixa dos gigahertz. Muitas faixas de radioamador (em inglês) se encontram na faixa de freqüências que vai desde acima da banda do rádio AM (1,6 MHz) até logo acima da faixa do cidadão (27 MHz). À luz do dia, 15 a 27 MHz é uma boa faixa para comunicações à longa distância. À noite, a faixa de 1,6 a 15 MHz é melhor para as comunicações a longa distância. Essas faixas às vezes são chamadas, historicamente, como faixas de ondas curtas (como em "rádio de ondas curtas"). Ao contrário das freqüências usadas pelas estações de rádio FM e estações de TV, que estão na linha visada e, portanto, limitadas a 65 ou 80 quilômetros, as ondas curtas provenientes do transmissor são "refletidas" na ionosfera para a antena do receptor. Quanto maior a freqüência, menor é o comprimento da onda.
Alguns operadores de radioamador usam o confiável código morse, enquanto outros usam a voz. Os sinais de código morse (bips) freqüentemente chegam aonde as transmissões de voz não conseguem. Há também muitos modos digitais e os radioamadores usam modems de rádio para se comunicar em diversas redes.


Apesar de o radioamador transmitir em todas as direções, eles geralmente não usam seus rádios como um disc-jóquei em uma estação de rádio. Em uma rádio AM ou FM normal, um disc-jóquei transmite e milhares de pessoas apenas ouvem. Os radioamadores, por outro lado, conduzem conversas de duas vias com outro radioamador ou grupo de radioamadores em uma mesa redonda informal. A mesa redonda dos radioamadores pode ser na mesma cidade, região, estado, país ou continente; ou ainda pode consistir de uma mistura de países, dependendo da freqüência e da hora do dia. Eles também participam de redes em horários e freqüências pré-determinados para o intercâmbio de mensagens de terceiros. Em caso de desastres, os radioamadores trocam informações de saúde e ajuda humanitária com outros radioamadores. Alguns usam radioteletipo (RTTY) com telas de computador no lugar das antigas máquinas de teletipo.




                                                            Radioteletipo assistido por computador

Muitos radioamadores começam em VHF/FM, usando transmissores/receptores portáteis operados por bateria e ajustados para transmitir em uma freqüência e receber em outra. Eles usam repetidoras FM configuradas e suportadas por rádio-clubes locais. Essas repetidoras emprestam espaço de antena dos proprietários das torres das estações de TV, que estão localizadas no alto de montanhas e de edifícios altos, com o objetivo de receber e retransmitir sinais para ampliar o alcance.




                          Quando enchentes catastróficas atingiram as regiões central e sul do Texas em   meados de outubro de 1998, operadores de radioamador de quatro Estados se ofereceram como voluntários para ajudar. Susan Manor, NF0T, é mostrada ajudando nas comunicações no escritório da Cruz Vermelha em New Braunfels.
A repetidora FM recebe um sinal de cada vez e o retransmite simultaneamente em outra freqüência, usando uma potência em watts muito maior do que a disponível em um pequeno rádio portátil. Isso aumenta o alcance do rádio portátil de uns poucos para dezenas ou centenas de quilômetros! Todo o país possui essas repetidoras - em inglês (ouça uma com um rastreador de rádio para aprender muita coisa sobre o radioamadorismo). Quando um radioamador viaja pode encontrar uma repetidora para usar e manter uma boa conversa livre de estática e com qualidade de rádio FM, por meio de um rádio que cabe no bolso de uma camisa ou na bolsa. Repetidoras com links permitem divertidas comunicações sem fio através de todo um Estado usando um rádio portátil.
As repetidoras usam pares de freqüências de transmissão e recepção comuns. Os pares de freqüências em uso são designados informalmente por grupos de radioamadores para que qualquer par esteja distanciado o suficiente de outra repetidora e, dessa forma, não causar interferências indesejadas.
Os satélites de radioamador (em inglês) são uma utilização da tecnologia de ponta no radioamadorismo. Os radioamadores usam seus rádios portáteis para se comunicarem por meio de um satélite quando este se encontra sobre a região. Um satélite britânico atual possui um receptor (uplink) em 145,975 MHz e faz a retransmissão (downlink) simultaneamente em 435,070 MHz para uma estação de cada vez, como uma repetidora.
Desastres naturais como furacões ou tornados interrompem os sistemas normais de telefones comum e telefone celular. Os operadores de radioamador se empenham em ajudar com comunicações de emergência e você freqüentemente ouvirá falar deles nos noticiários.
Em missões do ônibus espacial, normalmente todos os membros da tripulação possuem licenças de operador de radioamador. Durante as folgas, os astronautas levam seus rádios portáteis VHF/FM de um a cinco watts até a janela do ônibus e batem papo com outros radioamadores por alguns minutos, muitas vezes reunidos em escolas abaixo de sua órbita! As transmissões VHF possuem um limite para as comunicações em linha de visada e normalmente não viajam além do horizonte, assim uma conversa está limitada à janela de tempo em que o ônibus se encontra diretamente acima deles. A estação espacial MIR usava a freqüência de 145,985 MHz para conversas similares. Os futuros esforços dos radioamadores no espaço focalizarão o uso do radioamador dentro do projeto da Estação Espacial Internacional (ARISS).